segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Evoluindo com os Feedbacks dos Clientes

Na vida de uma Startup evoluir com os feedbacks dos seus clientes é fundamental, mas nem sempre algo fácil de ser executado. A priorização é sempre um dilema no dia a dia da construção do produto. Com recursos limitados, quais features devem vir primeiro? Quais entregam mais valor para o cliente? Quais são especificidades de apenas um cliente e quais são melhorias escaláveis para o produto?

Aqui, uma boa relação com os clientes é fundamental. É imprescindível ter um canal direto com os usuários da sua solução. Abaixo mostramos 4 exemplos práticos de como as interações com nossos clientes trouxeram feedbacks positivos que fizeram o Looqbox evoluir de forma expressiva recentemente.



Caso  ViaVarejo - High Availability - HA
Ao lidar com clientes com grande número de usuários, como é o caso da ViaVarejo, um desafio que recebemos foi o da HA (sigla em inglês para Alta Disponibilidade). Como garantir que a aplicação nunca pararia? Se a aplicação depender de apenas 1 servidor no lado do cliente, ela sempre estaria suscetível à queda, caso o servidor saísse do ar. Daqui saiu nosso projeto - Don't Stop the Music, que fez uma grande transformação na nossa arquitetura, tornando o Looqbox passível de rodar em múltiplos servidores ao mesmo tempo, trazendo alta disponibilidade e escala para nossos clientes.

Caso Yandeh - Single Sign-onSSO
Alguns clientes, como a Yandeh, possuem seu portal próprio e gostariam de adicionar a ele um link para o Looqbox, de forma a ir para o Looqbox sem ter que logar novamente na aplicação. Essa tecnologia é conhecida como Single Sign-on, muito utilizada no mercado para evitar o trabalho do usuário de redigitar seu login e senha. Depois do feedback de alguns clientes, estudamos algumas soluções como OIDC e SAML, e partimos para o desenvolvimento, com sucesso.

Caso Linx Sistemas - Ambiente de Homologação
Grandes clientes costumam ter a prática de homologar suas soluções em ambientes separados antes de colocá-las em produção. Esse é o caso da Linx Sistemas. Como testar as respostas do Looqbox antes de publicá-las para sua base de usuários? É para isso que serve o ambiente de homologação. Em alguns casos, para uma quantidade menor de usuários, não é uma feature necessária, mas em casos maiores pode se tornar fundamental se a empresa quiser ter maior segurança na criação de novas respostas.

Caso StMarche - Rollback e Backup de Perguntas
Quando uma pergunta é aprimorada no Looqbox, mesmo que testada em homologação, há sempre a possibilidade de ocorrer algum tipo de erro e a necessidade de ter que voltar para a versão anterior. Outra situação ainda mais problemática é perder os dados do servidor e ter somente um backup antigo, ou mesmo não ter backup das suas respostas implementadas. O StMarche foi um dos primeiros a solicitar essa melhoria, há algum tempo, e isto já está incorporado na nova versão do Looqbox.

Depois de interagir com nossos usuários e priorizarmos esses tópicos, nosso time de desenvolvimento liderado por Daniel Murta trabalhou arduamente para entregar as novas features. Estamos muito contentes com nosso ciclo de feedbacks e continuamos trabalhando para construir melhorias que tragam mais valor aos nossos clientes, e contribuam para a evolução do Looqbox.


sábado, 16 de setembro de 2017

Looqbox no Shark Tank SAP Forum 2017

No início de agosto recebemos da equipe do Startup Focus SAP  um convite especial para fazer uma apresentação do Looqbox no SAP Forum 2017. Para quem não conhece, o SAP Forum Brasil é o maior evento de negócios e tecnologia da América Latina. Dura dois dias e tem como objetivo divulgar as novidades e tendências do mundo tech. Ficamos contentes com o convite e, ao mesmo tempo, um pouco apreensivos, pois não seria uma apresentação comum. Era para participar de uma edição especial do Shark Tank Brasil feito sob medida para o evento SAP.

Para quem não conhece, o Shark Tank é um programa internacional produzido pela Sony, no qual um grupo de investidores, denominados Sharks, assiste ao pitch de empreendedores interessados em captar investimento para turbinar suas soluções. Fazendo jus ao nome, os Sharks podem ser bem agressivos em suas críticas e propostas, cabendo ao empreendedor defender sua ideia e mostrar o valor e o potencial da sua solução. Se os Sharks gostarem, podem fazer proposta de participação na empresa e, se o empreendedor topar o que foi proposto, o deal é fechado na hora. Segue link com exemplo de um episódio do programa, para quem não o conhece.

Como toda startup, adoramos novidades e desafios, e aceitamos o convite para participar do quadro.
Foto dos Sharks
João Appolinário - Polishop // Cristiana Arcangeli - Beauty'in // Caito Maia - Chilli Beans // Robinson Shiba - China in Box

Na véspera da apresentação, logo após pegar algumas super dicas com minha amiga Maytê Carvalho, CEO da b.pass, que já participara do Shark Tank na TV, fui conhecer o palco do evento juntamente com o Camilo Telles, CEO da Antecipa. O espaço estava preparado para receber uma plateia de nada menos que 4.000 pessoas; outra grande plateia estaria assistindo por live stream. Para ilustrar bem as dimensões, segue foto do palco durante a apresentação do Camilo. Custei um pouco a dormir na véspera, repassando mentalmente meu pitch, empolgado com o que viria no dia seguinte. Como seria a interação com os Sharks? Seria a Looqbox devorada pelos tubarões? O que eles achariam da nossa solução? Algum deles teria interesse em investir?


Palco do Shark Tank no SAP Forum 2017

Rodrigo Murta - Looqbox // Bruno Franklin - SAP // Camilo Telles - Antecipa

Enfrentei um trânsito intenso de casa até o evento, e esqueci em casa meu crachá de palestrante, retirado na véspera,. Os organizadores me ligavam, preocupados, mas consegui chegar a tempo. Microfonia feita, era chegada a hora de subir ao palco. Por volta de 10:40 a Looqbox fora chamada com dizeres pomposos: "Agora convidamos para subir ao palco Rodrigo Murta, o empresário que está revolucionando a forma com que as empresas usam os seus dados no dia a dia". Frio na barriga e pitch na ponta da língua, subi ao palco e me coloquei diante dos Sharks para apresentar o Looqbox. Fiz o pitch em 3 minutos e abriu-se o espaço para o ataque dos Sharks. Todos muito dinâmicos e consistentes, perguntaram qual o público, mercado, faturamento, precificação, detalhes e diferenciais do produto. Defendi o Looqbox com unhas, dentes e arpões, e agora era chegado o grande momento do programa: teriam os Sharks interesse pelo Looqbox? Dariam lances para investir na solução?



Breve passagem do pitch Looqbox

Apresentando os fundadores da Looqbox
Daniel Murta e Rodrigo Murta

Um pequeno parênteses antes do clímax... Queria contar um pouco dos bastidores. No dia seguinte (que também foi especial, era aniversário do Cubo) amigos e clientes me perguntaram como funcionava o ensaio do Shark Tank. Acredito que o mais legal do programa é justamente isso: não tem ensaio! A interação foi autêntica e os questionamentos foram todos elaborados na hora. Os Sharks não conheciam o Looqbox, nem vice-versa. Acredito que aí está o sucesso do programa: o nervosismo, a tensão e as reações são naturais, e é isso que acaba por cativar e envolver o público.

Voltando ao fechamento, veio a grande surpresa, 100% dos Sharks tiveram interesse pela nossa solução e fizeram propostas para ter participação na Looqbox. Em poucos segundos tive que avaliar os lances e fazer alguma contra-proposta. Em resumo: a Cristiana Arcangeli propôs ajudar na expansão  internacional, o Caito queria focar no Brasil e ajudar com sua rede de lojas, o Apolinário propôs uma mordida maior de participação que os demais, e a Camila uma mordida igual à da Cris, mas com uma avaliação de POC de 6 meses. Como nossa ambição é global, aceitamos a proposta da Cris e fechamos negócio! Segue foto do momento ápice da apresentação, em que Cris e eu celebramos o fechamento do negócio.

Momento do fechamento de negócio com a Cristiana Arcangeli

Para nós foi surreal participar do programa e agradecemos imensamente ao time SAP, especialmente ao Bruno Franklin, pelo convite, à Sony pela super produção e pelo trabalho de divulgação do vocabulário empreendedor para o público em geral e, finalmente, aos Sharks pelo interesse e pelos ataques super construtivos. Virei fã do programa e, é claro, dos Sharks que depois nos receberam com carinho nos bastidores.

Rodrigo Murta e Caito Maia
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Uma nota importante: o propósito da apresentação promovida pela SAP não era captação de investimento, mas sim apresentar as startups ao público do Forum. Todos os números e dados que foram expostos na apresentação foram reais, mas os lances finais de investimento pelos Sharks eram uma simulação, e nenhum aporte por parte dos Sharks será realizado.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Vem ai o Cubo 2.0!

Há 3 meses, quanto completamos 500 dias no Cubo escrevi um post contando um pouco sobre como funciona o Cubo e quais as vantagem de fazer parte do espaço. Ontem, 100 dias depois, fomos informados em uma coletiva de imprensa que grandes novidades estão a caminho.

Inaugurado em setembro de 2015, podemos dizer em startupês, que o Cubo foi um MVP feito pelo Itaú para testar como o Banco poderia se aproximar da inovação e contribuir para o empreendedorismo brasileiro. Bem, podemos dizer que nesses quase 2 anos que se passaram, o projeto foi um sucesso, sucesso tão grande que o Itaú decidiu dar um próximo passo.


Uma aflição natural para as Startups que são residentes no Cubo, como a Looqbox, é que quando o negócio começa finalmente a engrenar, a equipe e a carteira de clientes começam a crescer, você tem ir embora, pois o espaço só comporta atualmente times com no máximo 25 integrantes. Como diz Flávio Pripas, diretor do Cubo, quando a Startup fica com um tamanho interessante para contribuir com as outras e interagir com empresas maiores, ela tem que sair do Cubo.

Mas, sem mais delongas, e com muita satisfação, ontem foi anunciada a nova versão do Cubo, versão amplificada 2.0, ultra, hyper do que já era excelente. Com deploy previsto para o 1º trimestre de 2018, o Cubo 2.0 tem como meta ser referência no que faz, e colocar São Paulo no epicentro do empreendedorismo mundial. Os números são bizarros de bons, e deixaram os residentes de queixo caído quando foram anunciados. Seguem alguns números, abaixo:


Como mostrado no quadro acima, o Cubo 2.0 é 4x em estrutura e 25x maior em possibilidade de interações (cálculo só entre residentes) uma verdadeira máquina de serendipidade. O prédio de 12 andares contará com auditório para 800 pessoas e Rooftop com espaço para elaboração de grandes eventos. Sem entrar em detalhes, segundo CIO do Itaú, Ricardo Guerra, o prédio não só acolherá startups de tecnologia, como será ele mesmo um dos mais tecnológicos do mundo. O endereço? Difícil de ser tão bem localizado em São Paulo, Alameda Vicente Pinzon 54, no coração da Vila Olímpia.




Parabéns ao Itaú e à RedPoint pela expansão da iniciativa. Estamos animados para continuar essa jornada e crescer ainda mais, em breve, no Cubo 2.0.



terça-feira, 8 de agosto de 2017

Qual a relação da Amazon e o Coworking?

Quando o serviço de computação em nuvem da Amazon foi lançado em  25 de Agosto de 2006, a linha do tempo nas empresas de tecnologia sofreu uma ruptura e passou a ser dividida em AA e DA, antes da Amazon e depois da Amazon. Por que? Porque a Amazon tornou possível a contratação de servidores de uma forma completamente nova e escalonável. Iniciar uma Startup de tecnologia se tornou subitamente mais barato e mais rápido uma vez que não era mais necessário comprar servidores, instalá-los e ter alguém no time para cuidar de sua manutenção. Desde então, basta entrar no site da AWS (Amazon Web Service), configurar sua máquina e... voilà, sua mais nova criação está pronta para ser apresentada ao mundo.

Ok, hoje não é mais necessário espaço para servidores na sua Startup, mas como fica o time? Ele também cresce. Não seria interessante ter uma estrutura de espaço escalonável para a sua equipe também? Não seria interessante não ter que se preocupar com mobiliário, internet, estacionamento, sala de reunião, manutenções do dia a dia, limpeza? É aqui que entram os coworkings. Eles são como a Amazon, só que para acolher o seu time. Sua equipe pode crescer e o espaço ocupado também pode crescer conforme a demanda. Escrevemos sobre o Cubo há 3 meses e naquele momento enfatizamos o valor dos coworkings como espaço de relacionamento mas não comentei sobre este aspecto funcional do espaço como um valor a mais de se trabalhar em um coworking.

Com o crescimento do time Looqbox, ficou muito claro para nós que essa também é uma vantagem importante. Com a graduação da Linte (Startup Jurídica de Gabriel Senra) vagou uma sala super bacana que agora é a nova casa do Looqbox aqui no Cubo. O coworking nos permite focar no negócio e blinda a empresa de problemas comuns do dia a dia, problemas de quem teria que cuidar da sua própria infraestrutura.

Não é à toa que vários espaços de coworking estão surgindo no Brasil, dos mais diversos tipos: desde empresas brasileiras, como a criativa e aconchegante OddBall e a super badalada Plug, até as globais, como a recém lançada e gigante WeWork, que é um super sucesso, abrindo as portas com todas as posições já ocupadas.


Acreditamos que os coworkings são um movimento irreversível e que vieram para ficar. Aproveito e deixo aqui o convite para quem quiser conhecer nosso novo espaço aqui no Cubo e vir tomar um Looqcoffee conosco.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

500 dias do Looqbox no Cubo!

Hoje, dia 15/05/2017, estamos completando 500 dias do Looqbox no Cubo, o espaço de Co-Working do Itaú. Aproveito a data para contar um pouco sobre como funciona, por que funciona e como está sendo a jornada do Looqbox por aqui.

Time Looqbox!
Ficamos sabendo do Cubo pelo professor de empreendedorismo Marcelo Nakagawa, que é conhecedor/apoiador do projeto do Looqbox desde seu estágio embrionário. Nakagawa nos contou que iria inaugurar em São Paulo um espaço voltado para Startups de tecnologia fundado pelo Itaú e pela RedPoint e.Ventures. Ficamos animados em conhecer o lugar, e o Daniel (co-founder Looqbox) conseguiu um convite para o evento de abertura. Foi amor à primeira vista. Eu estava no Vale do Silício na época, e assim que o Daniel saiu do evento ele me mandou uma mensagem: "temos que estar nesse lugar, é muito bacana!".

Passamos por um processo de entrevista com o diretor do Cubo, Flávio Pripas. Após preencher alguns formulários e depois de alguma espera, fomos selecionados para sermos residentes do espaço. Iniciamos em janeiro de 2016. Um pouco antes de entrar, tivemos dúvida se não seria melhor economizar e programar em casa. Valeria a pena o investimento? Logo logo perceberíamos que a resposta era um retumbante SIM, valeria cada centavo.

Afinal, o que é o Cubo? O Cubo é uma organização sem fins lucrativos, que tem como missão fomentar o ecossistema de empreendedorismo no Brasil. Segue definição do Flávio Pripas, diretor do Cubo:



Quando me perguntam por que o Cubo, gosto de separar minha resposta em 3 partes: Credibilidade, Clientes e Troca de Experiências.

Credibilidade

Mais de 800 Startups participaram do processo de seleção do Cubo e atualmente o espaço conta com 60 Startups residentes. O processo de seleção funciona como um selo de qualidade para as Startups: é muito mais atraente apresentar-se para uma empresa tendo a chancela do Cubo.

Clientes

Uma outra grande vantagem de ser residente do Cubo é a visibilidade das Startups perante o contínuo fluxo de empresas que vem conhecer e realizar eventos nesse espaço. Principalmente para Startups com soluções B2B, aqui temos uma excelente oportunidade de apresentar nossos produtos e fazer negócios. Hoje o Looqbox ainda não conta com prospecção ativa, todos nossos leads e contatos foram gerados pelo "comercial Cubo", que serve como uma grande vitrine para os residentes.

Troca de Experiências

O empreendedor do Cubo tem idade média de 36 anos e normalmente não está em sua primeira empresa, trazendo consigo uma bagagem considerável de experiências anteriores nos mais diversificados mercados corporativos. Nesse sentido, a troca de experiências entre os residentes é extremamente rica! Usamos o Slack como ferramenta de comunicação interna e temos uma conexão muito forte entre nós. É comum reunirmos para tratar dos mais diversos assuntos, que vão desde contratos, clientes, investimentos, códigos, até a troca de livros interessantes e o compartilhamento de novas descobertas no mundo do Empreendedorismo e das Startups.

Para fechar esse post, deixamos aqui nosso enorme agradecimento à equipe do Cubo, que tem trabalhado intensamente para que o espaço continue sendo uma referência para o Empreendedorismo e as Startups do Brasil.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Porque Gostamos do Slack!


Quando conheço uma tecnologia nova ou um livro que eu goste, adoro falar para todo mundo sobre o assunto. E foi assim que me senti quando ano passado conheci o Slack, a ferramenta de comunicação que foi avaliada em 3.8 bilhões de dólares em sua última rodada de investimento.

Um dos primeiros impactos que temos ao entrar no Cubo é que não existe telefone, nem ramal. Para quem vem do mundo corporativo tradicional é um choque, mas logo logo passei a encarar isso como uma evolução. Só de não ter telefones nervosos tocando nas mesas já é um salto grande de qualidade de vida. Existe vida sem ramal? Sim! E ela é bem melhor.

Para quem não conhece, o Slack é tipo um WhatsApp corporativo. Segue abaixo imagem da sua tela principal.


Mas quais as vantagens de usar o Slack na Empresa?

Silêncio

Como dito acima, o escritório vira outro com o Slack, pois não há necessidade de telefones e ramais para a comunicação interna. E como o slack funciona no modo mobile, vc sempre tem o 'ramal' ao seu alcance.

O fim dos e-mails com cópia em massa

É uma forma ótima de acabar com a improdutividade dos famosos e-mails com uma quantidade gigante de pessoas copiadas, lotando as caixas de e-mail, e perturbando quem não precisa estar envolvido. Com o Slack você pode criar grupos de trabalhos (como grupo de WhatsApp) e trabalhar nos mais diversos temas em conjunto, sem que todos tenham necessidade de receber notificação. Existem algumas notações  (como o @) que ajudam a notificar o grupo todo, ou alguma pessoa específica quando for necessário.

Integrações

É possível integrar aplicações de terceiros com o Slack como por exemplo integração com Bots. No Cubo, conseguimos agendar salas de reunião pelo Slack, usando linguagem natural, em uma aplicação caseira desenvolvida pelo Flávio Pripas, Diretor do Cubo. Também usamos o Slack no Looqbox em um canal especial de alertas que monitora nossos serviços e avisa se algum comportamento anômalo ocorrer.

Respeito ao horário

É possível configurar o período de descanso, para que a ferramenta não importune com mensagens em horários inapropriados. 

Troca de Pedaços de Código

É muito comum programadores trocarem códigos entre si, o que não é tão confortável em outras ferramentas de comunicação. O Slack tem uma notação especial para trocar código (o ```), que preserva a formatação, e torna a experiência mais divertida.

Preço

Uma das melhores partes, o plano básico é gratuito!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

NDA e Propriedade Intelectual em Statups


O NDA é um dos documentos jurídicos mais assinados por uma Startup B2B, afinal para iniciar qualquer tipo de POC ou contratação, é necessário garantir que todos os dados trocados com um potencial Cliente sejam protegidos. Falamos no NDA no tpico 6 deste post, e aqui gostaria de abordar um assunto que acaba criando algumas idas e vindas desnecessárias ao Jurídico, que é a questão da propriedade intelectual.


Segue abaixo exemplo de uma cláusula muito comum de NDAs, que dificulta a relação da Startup com a Empresa contratante:

"Fica estabelecido entre as PARTES a cessão e transferência à EMPRESA X, com direito de uso exclusivo, sem pagamento de "royalties" ou "fees" à STARTUP, das informações, invenções e aperfeiçoamentos que a STARTUP e/ou seus empregados tenham ou venham a criar e desenvolver, com base nas informações reveladas ou fornecidas por EMPRESA X, ou que resultem de execução de serviços pela STARTUP, em decorrência de apresentação de pedidos pela EMPRESA X, também decorrentes do intercâmbio das informações em questão. Ficam ressalvados os direitos que a STARTUP tenha ou venha a adquirir com base no conhecimento comprovadamente detido pela STARTUP antes do intercâmbio objeto do presente Termo."

Se essa cláusula passar despercebida, qualquer nova funcionalidade que a Startup disponibilizar em seu produto, será propriedade da EMPRESA X. Isso inviabiliza completamente o negócio pois a Startup corre o risco de perder parte da propriedade intelectual de seu produto ou ficará engessada, pois a cada nova funcionalidade que criar, terá que provar que esta não é decorrente da interação com aquele Cliente.

Vale a pena ressaltar que uma Startup deve ter um produto replicável e com possibilidade de escalonamento para uma grande quantidade de clientes. Seu produto tem que ser, de certa forma, genérico, e não baseado em desenvolvimentos customizados.

Ficam aqui duas dicas:

Se você é uma Startup

Sabemos o quanto é frustrante ter que esperar uma alteração do jurídico ou mesmo ter o negócio cancelado por causa da impossibilidade de remoção de uma cláusula. Aqui nossa sugestão é a de não correr esse risco. Consideramos essa uma cláusula inegociável para uma Startup. Tente um diálogo com seu Sponsor na empresa. Até hoje, nunca encontramos ninguém que se recusou a remover cláusula similar.

Se você é uma Empresa contratante de uma Startup

É muito comum querer aplicar NDAs padrão no qual a restrição de propriedade intelectual faz sentido para determinados tipos de fornecedores. Já para uma Startup, sugerimos a criação de um NDA específico. Isso vai economizar um tempo precioso do processo de contratação e será mais um ponto para sua empresa ser vista como referência no Ecossistema de Startups.